28/10/2011

Evite dores nas costas

Evite dor nas costas e no pescoço com uma postura melhor !

Na cultura eletrônica atual, quase tudo que fazemos – desde trabalhar horas com computador até ver vídeos pelo celular – nos faz arredondar a parte de cima do corpo. E a vida diária raramente oferece oportunidades de alongar e endireitar as costas.
O resultado? Muitas pessoas desenvolvem uma postura corcunda, que pode contribuir paradores nas costas e no pescoço assim como dores de cabeça.
A crise é piorada com o hábito de colocar a “cabeça para frente”: a cabeça se sobressai à frente dos ombros, e seu peso puxa o peito mais para dentro. E com o queixo indo à frente, o pescoço é forçado mais ainda. Essa postura pode contribuir para o risco de desenvolver lesões por esforço repetitivo, assim como síndrome do túnel do carpo, porque diminui os músculos na frente do peito e pressiona os nervos e os vasos sanguíneos dos braços. Sentar-se curvado à frente também pode comprimir órgãos internos, contribuindo para problemas respiratórios, circulatórios e digestivos.
Yoga pode ajudá-lo a cortar o círculo vicioso de se curvar ensinando a prestar atenção ao alinhamento , não apenas enquanto estiver no mat, mas durante todo o dia. Além disso, posturas que contrapõem a corcunda aumentam a força e flexibilidade nos músculos que apóiam o alinhamento postural.
Experimente essa sequência – diariamente, se possível – para alongar costas e peito e aumentar a mobilidade dos ombros.
Autora: Carol Krucoff



  Salabhasana  (postura do gafanhoto)


Por Que: Fortalece as costas e músculos do core.

Como: Enraíze-se pelos ossos púbicos enquanto levanta a cabeça e o peito.



   

 Gomukhasana  (postura da cabeça de vaca)

Por Que: Abre os ombros e a parte superior do peito.

Como: Segure as mãos ou os dedos, ou use um cinto para juntar as mãos.





 Adho Mukha Svanasana (postura do cachorro olhando para baixo)

Por Que: Alonga as costas, braços e os ombros.

Como: Pressione igualmente pela base dos dedos enquanto leva o quadril pra trás.



Procure sempre por um profissional para que a sua prática seja bem orientada.

22/07/2009

Condições essenciais para um asana acontecer !

"Não se “faz” um asana. Ele acontece! Quando o praticante está na imobilidade, que é a fase essencial, deve-se abandonar a idéia de fazer qualquer coisa. É só se colocar fisica e mentalmente na disposição (ou seja, ficar natural), para que o asana aconteça. Os grupos musculares atingidos pelo asana têm que estar tão passivos quanto possível"



Fazendo uma comparação com os verdadeiros yoguis, não só da antiguidade, mas de nossos tempos, podemos nos chamar de “principiantes”.
Para citar o André Van Lysebeth: “somos todos principiantes”. Qualquer que seja a escola de yoga onde se pratica, nosso yoga é um yoga muito básico. Ficamos modestos quando nos comparamos com os nossos antepassados da India. Mesmo que consigamos posturas mais avançadas, ainda estamos longe do desempenho deles, portanto, seremos sempre principiantes, tanto em relação a eles como a nós mesmos.
Um “principiante” e um “avançado” são iguais na frente da situação de praticar. A cada etapa de sua evolução, o praticante volta aos princípios essenciais, que são esses que se ensina desde o início da prática.

Revise as noções básicas e questione sua prática.

Mesmo que o yoga não se limite às posturas – asanas – eles compõem o alicerce dessa ciência, tanto do ponto de vista físico como mental, quando se fala da meditação. As posturas são tanto portões de entrada para o universo físico, quanto uma via de acesso às dimensões psicofisiológicas do yoga.
Executar corretamente o asana é a condição básica para o yoga.

Condições essenciais para o asana existir
- Imobilidade
- Permanência
- Sem esforço
- Controlando a respiração
- Controlando a mente

Quando essas condições são reunidas, estamos realizando o asana.
Durante o asana, os músculos são propositalmente colocados em situação anormal e excepcional em relação aos movimentos que o corpo realiza durante as diferentes ações do dia. Situação excepcional não quer dizer situação “antifisiológica”, pelo contrário.
Devemos ter consciência do estado dentro do qual se encontram os músculos quando estamos numa postura. Essa postura é fundamentalmente diferente de todas as situações do dia, quer seja nos atos corriqueiros, quer seja na prática de esportes.

Qual é a propriedade essencial do tecido muscular?
A possibilidade de se contrair. Quando o músculo contrai, ele possibilita “mexer” o esqueleto. O movimento é a consequência da contração de um ou de vários músculos.
Porém no yoga, e no yoga unicamente, os músculos são sistematicamente estirados. Esse estiramento é a característica essencial do yoga.
Nunca por si só o músculo tem a possibilidade de voltar a um cumprimento “normal”. Todas as ações do dia levam o músculo ao encurtamento. Se você achar que durante o sono o músculo pode “encompridar”, você está errado. De tanto contraído e tencionado que foi o músculo durante o dia, se ele conseguir relaxar será insignificante, perto do que se consegue com yoga.

Limite de elasticidade normal do músculo.
O músculo pode contrair, mas também tem a elasticidade. É essa elasticidade que determina o grau de flexibilidade ou rigidez de cada um.
Os asanas querem levar o praticante além do limite de elasticidade. O músculo aceita transgredir suas normas de funcionamento habitual, mas com certas regras.
Quando permitimos que o músculo relaxe.
Geralmente quando chegando perto do seu limite, o músculo tem a tendência de se proteger, se defender, contrair.
Essa reação natural de defesa pode ser suprimida se nós “intencionalmente” pedimos o relaxamento.

Quando os músculos começam a repuxar, precisamos intencionalmente relaxar, e não deixar que eles se defendam. Quando a resistência ao alongamento é percebida, podemos ir somente até uma sensação boa de estiramento, jamais forçar a musculatura até sentir dor. Nesse momento devemos interiorizar nossa atenção nos músculos que ainda não aceitam o alongamento e “intencionalmente” pedir e "convencê-los" a relaxar.
A expiração é aliada desse processo de relaxamento: a cada expiração, podemos alongar um pouquinho mais. Quando damos tempo suficiente para o músculo relaxar. É imprescindível “não correr”. Uma vez que chegamos ao limite de elasticidade normal, o músculo aceita ser alongado um pouco mais, desde que o deixemos o tempo suficiente, ou seja, várias dezenas de segundos. Basta esperar para sentir, gradativamente, os músculos se alongando. Não fazer nenhum movimento brusco enquanto o músculo está se alongando. Já que o músculo está no seu limite de elasticidade comum, não se pode exigir com força mais comprimento, como por exemplo, a mão do professor pressionando. O músculo perdeu a margem de segurança e fica vulnerável. Ir além dos limites de elasticidade do músculo, com trações ou deixando a força da gravidade atuar pode ser feito suavemente e simultaneamente às expirações. Assim não se corre nenhum risco. Enquanto uma ajuda externa pode prejudicar o músculo, a consciência e o alongamento suave são necessários para ultrapassar os limites comuns de estiramento. Vale lembrar que o tremor no músculo indica que ele não está relaxado. Uma interiorização no grupo de músculos submetidos ao alongamento é necessária. Essa é a razão da imobilidade. Imobilidade prolongada para obter os efeitos das posturas.
Por que precisamos do alongamento?
Os músculos estão sempre encurtados. Quando se trata de um sedentário, que não pratica nenhuma atividade física já sabemos que a tendência de um músculo desativado é de encolher. Já nos caso dos esportistas é o contrário, o músculo fica duro e permanentemente contraído.
Como saber se um músculo tem seu comprimento normal?
Simples! Quando a articulação não pode realizar a amplitude do movimento que deveria: o yoga busca a liberação de todas as articulações. Existem receptores nervosos sobre os músculos que são sensíveis à tensão muscular. Por ação reflexa, automática, uma série de reações acontece no organismo via os receptores nervosos. O alongamento com permanência na imobilidade recondiciona e posterga esses mesmos limites e permite que a articulação volte à sua mobilidade natural. Um músculo alongado se esvazia do sangue. Quando volta à posição normal, ele enche de sangue novo oxigenado, fazendo uma grande limpeza.
O que é a fase dinâmica do yoga?
Além da imobilidade e permanência, existe a fase dinâmica, onde o professor pode pedir para o aluno repetir a mesma postura, por exemplo três vezes seguidas, sem parar e só pedir para ficar na imobilidade na quarta vez. Esta é a fase dinâmica. Ela é necessária como uma preparação para a fase estática. Às vezes essa fase é necessária para deixar a pessoa consciente do grupo muscular que será alongado. Esses mesmos músculos estarão descontraídos na hora que for necessário o alongamento máximo.
Não se “faz” um asana. Ele acontece! Quando o praticante está na imobilidade, que é a fase essencial, deve-se abandonar a idéia de fazer qualquer coisa. É só se colocar fisica e mentalmente na disposição para que o asana aconteça. Os grupos musculares atingidos pelo asana têm que estar tão passivos quanto possível. Os músculos que precisam estar contraídos para a postura, e somente esses, devem estar ativos, os outros músculos estarão obrigatoriamente relaxados. O praticante percebe a noção de “músculo contraído” e “músculo descontraído”. Esse caminho dos opostos também é uma das vias do yoga. Você que quer começar a pratica do yoga já entendeu, não existe diferença nenhum entre uma pessoa que começou há mais de 30 anos, e você. Somos sempre principiantes.
*Deixar acontecer é não forçar o corpo. Ao permanecer na postura, o corpo vai se acertando sozinho na postura. Acontece, sem você precisar fazer, é só deixar acontecer!



04/07/2009

A importância da imobilidade no yoga

"Na imobilidade é que você poderá perceber o seu corpo, onde está necessitando se alongar, etc. Na sequência rápida por exemplo, não dá tempo do corpo receber a mensagem do cérebro de que o músculo precisa se alongar. A tendência do músculo é contrair para aguentar impacto e força, quando há a permanência na imobilidade, o corpo percebe quais locais estão precisando de alongamento, de 'ajustes' e deixa que o músculo se alongue, pois já 'percebeu' que não vai sofrer impacto naquela área, percebe que o comando é para alongar"
O yoga é uma tradição milenar, um corpo de ensinamento elaborado e completo, onde não se pode mudar nada, a não ser a abordagem, para que seja mais compreensível para época, lugar ou cultura onde é praticado. Acho importante rever os princípios básicos do yoga, existem tantos desvios, tantas alterações no que se pratica hoje....

A primeira característica das posturas, (asanas) é o alongamento dos músculos depois de terem sido relaxados. Para que esse alongamento seja feito nos limites de segurança, devemos ficar relaxados, executar movimentos lentos e buscar a passividade completa, mas com atenção, interiorização sobre a zona de estiramento.
A imobilidade prolongada nas posturas é uma condição essencial para que o asana revele seus efeitos específicos.

Aspecto físico:
* Movimentos no yoga e as vísceras
O aluno, principiante ou avançado, terá de buscar a imobilidade total e rigorosa.
A princípio cada postura mexe com a coluna vertebral: torção, flexão, extensão, lateralização, desencadeando efeitos profundos na medula espinhal que circula dentro da coluna vertebral e sobre as correntes nervosas que estão ao longo da coluna. Cada flexão atua poderosamente sobre a medula, sobre as raízes nervosas que saem da coluna pelos orifícios de conjugação das vértebras e sobre a corrente de gânglios do sistema simpático. Porém, a natureza nos equipou de um sistema de segurança para que cada movimento não desencadeie IMEDIATAMENTE efeitos sobre as vísceras. O que seria de nós se cada movimento provocasse um efeito sobre o fígado ou o intestino? Os movimentos corriqueiros não têm efeitos sobre as vísceras, porque essas mesmas vísceras têm reações demoradas.


Se nós imobilizamos o corpo numa determinada posição que atua sobre a raiz nervosa e que é ligada a um órgão definido, depois de algum tempo – geralmente alguns segundos – uma reação acontece no órgão. Quanto mais longa a permanência, mais efeitos sobre o órgão solicitado. Lembre que o yoga coloca o corpo em situações “não usuais” e não em situação “antifisiológica”. Raramente existe uma contraindicação, os efeitos são sempre benéficos. A imobilidade é a única condição para atuar profundamente nas vísceras. Sem imobilidade não existe esta ação. Quer você seja principiante ou avançado, vale a mesma regra.
Uma torção, por exemplo, não terá os mesmos efeitos se a imobilidade for curta - terminar logo, entrar na postura e sair sem ficar na imobilidade pelo menos entre 6 e 10 respirações - ou dinâmica - sequências rápidas, como se estivesse fazendo exercícios, abdominais por exemplo.

* Modificação das circulações
A imobilidade prolongada numa posição determinada vai modificar profundamente a circulação sanguínea. O exemplo mais evidente é a postura sobre a cabeça. Nesta postura, por gravidade, o sangue vai irrigar melhor o cérebro durante alguns minutos, usando sistematicamente a força da gravidade.



Isso faz parte do yoga. Olhando a postura sobre a cabeça, parece evidente esse resultado, mas as posturas gerais do yoga foram elaboradas levando em conta e usando a força da gravidade. Cada asana condiciona a circulação sanguínea, a permanência na imobilidade permitirá usar da melhor forma esse recurso. O sangue tem tendência a se acumular para as partes baixas do corpo.



Cada posição do corpo, cada asana, re-aloca a massa sanguínea para uma determinada parte do corpo. Essa postura do diamante “vajrasana”, banha os órgãos digestivos de sangue renovado pela oxigenação da respiração lenta e tranquila, e massageia esses órgãos pela ação do diafragma. Uma permanência prolongada irá amplificar os efeitos benéficos.
Um outro sistema circulatório que se beneficiará dessa imobilidade prolongada será o sistema linfático, responsável pela nossa resistência imunológica. Os numerosos nódulos do sistema linfático são cheios de células defensoras de nossa saúde. Quando há uma infecção, esses nódulos incham e dentro do nódulo ou do gânglio ocorre uma luta química contra os invasores.
A circulação linfática é muito mais lenta que a sanguínea, porém, o sistema é comparável ao sistema de retorno venoso e depende de 3 fatores:
- Linfa - A diferença de pressão: a rede pode ser comparada às águas da chuva. As gotas descem e vão formando os riozinhos, que formam os rios e correm para as partes mais baixas.
- Linfa - Da zona de pressão maior até zona de pressão menor: a linfa é coletada na região do pescoço, onde existem canais coletores maiores. Só por gravidade podemos influenciar no conteúdo destes coletores.
- Líquido cefalorraquidiano: o liquido cefalorraquidiano que banha o cérebro pode ser comparado a linfa, mesmo que ele tenha um ritmo mais lento, será beneficiado pelo mesmos princípios de funcionamento do asana.
* Contrações musculares
As contrações musculares contraem as veias e impulsionam o sangue em direção ao coração e as válvulas impedem o refluxo do líquido para baixo. As contrações musculares também, ajudam na coleta da linfa pela rede. Quando essas circulações são lentas, as células são carregadas de toxinas, perdendo sua vitalidade: é imprescindível livrar o corpo dos “lixos” tóxicos. Infelizmente uma vida sedentária não propicia a circulação dos líquidos do corpo, ao contrário: existe estagnação mortal.
* Respiração
A cada inspiração forma uma depressão no tórax, que é criada pela sucção sobre a totalidade da rede linfática e venosa. A respiração yogica, completa, lenta e profunda é o ator principal dessas circulações. Durante a postura, o corpo se adapta e, gradativamente, a respiração fica mais ampla e mais confortável: o centro de gravidade da respiração só desloca durante IMOBILIDADE rigorosa.
* Ativador especial e específico ao yoga: a força da gravidade
O que ativará todas essas funções durante o asana será a força da gravidade. A aceleração das circulações é uma garantia de um bom abastecimento de cada célula. A saúde de cada célula se reflete sobre a saúde geral. Mesmo quando a postura parece simples, como a vajrasana (do diamante, acima), os efeitos são profundos, desde que tenha permanência na imobilidade. Mesmo que o adepto não sinta nada, a não ser uma sensação de calor em certas partes do corpo, ou certa pressão, coisas profundas acontecem em cada órgão.
* Imobilidade prolongada
O tempo de duração da imobilidade determina o grau de intensidade de uma postura. Mesmo que o praticante seja flexível, ele se depara com as mesmas preocupações e colhe os mesmos benefícios. Existem, à grosso modo, quatro graus de intensidade, determinados a partir tempo de permanência:
Grau inferior: imobilidade de um a dois minutos. Menos tempo que isso não se trata de asana, mas de ginástica ou movimento cotidiano. É a permanência média em uma postura que o ocidental costuma ficar.
Grau médio: de dois a cinco minutos. Aumentando a permanência, um pouco a cada semana, o praticante verá seus limites expandidos. Parece-me importante apontar que passando do segundo minuto, o corpo encontra seu jeito de respirar e mais conforto. O que fica impaciente realmente não é o corpo, é a mente. A imobilidade rigorosa é uma benção para o corpo e um desafio para a mente. Seria bom praticar a cada dia, uma ou duas posturas, com duração maior.
Grau superior: de cinco até 15 minutos. Aos poucos o adepto prolonga a duração. É geralmente o máximo que um aluno ocidental pode aguentar, sem a assistência séria e direta de um “guru” ou professor qualificado.
Grau máximo: trabalhando à vontade.... Até três horas! Além de 15 a 20 min de permanência, a vontade está testada. Seria interessante saber quais são os efeitos profundos dessa permanência. Ela é citada nos tratados clássicos, mas isso quase nunca acontece. A imobilidade prolongada é um fator essencial e rigoroso do sucesso do asana. O adepto deve se sentir como “uma estátua que respira”. É sob essa condição que o asana desvendará sua mágica.
Por que a imobilidade é tão importante?
Na imobilidade é que você poderá perceber o seu corpo, onde está necessitando se alongar, etc. Na sequência rápida por exemplo, não dá tempo de o corpo receber a mensagem do cérebro de que o músculo precisa se alongar. A tendência do músculo é contrair para aguentar impacto e força, quando há a permanência na imobilidade, o corpo percebe quais locais estão precisando de alongamento, de 'ajustes' e deixa que o músculo se alongue, pois já 'percebeu' que não vai sofrer impacto naquela área, percebe que o comando é para alongar.
É o tempo que a mente precisa para receber as informações, as percepções e enviar os comandos para que o corpo obedeça o que a postura está pedindo.
Como você viu, quer seja um adepto avançado ou um principiante... Não faz diferença. Você pode começar hoje que seus órgãos e seu sistema imunológico já agradecem!
Bibliografia: no. 107 Revista YOGA – André Van Lysebeth

03/07/2009

Exercícios para a saúde dos olhos!

"Quando o homem convive com a natureza e vive no seu habitat natural, a visão fica perfeita até o fim da vida".

Para o cidadão de nossas cidades modernas, vivendo, trabalhando em lugares fechados onde o horizonte não tem mais do que cinco metros de distância, os músculos da convergência são sempre ativados e cansam. Isso gera tensões.
A luz, com intensidade sempre igual, o olhar pregado à tela do computador ou da televisão, a monocromia (letras pretas/papel branco), aliados a um trabalho irritante que gera tensões em todos os lugares do corpo, até no aparelho visual, são as causas principais que levam a distúrbios e a uma visão alterada.
Se você tem uma visão boa, os exercícios aqui são para manter seus olhos sadios. Se você tem miopia ou presbiopia (vista cansada), sua visão vai melhorar logo.

1º) De manhã, massagear de leve os globos oculares com os dedos indicadores médios, suavemente em contato com as pálpebras. Fazer movimentos circulares. Não pressione.



2º) Com os olhos fechados, apertar (fechar) firmemente as pálpebras e abri-las, piscar umas 20 vezes. Recomeçar cinco vezes. Quando você apertar as pálpebras você poderá até ouvir os músculos vibrarem.

3º) Colocar o indicador a uns 10 centímetros do nariz, e girar a cabeça da direita para esquerda alternativamente, apontando o nariz em direção ao ombro, SEM PARAR DE OLHAR O DEDO. Assim você terá a impressão que o dedo se desloca da direita para a esquerda. Esse exercício dá uma grande mobilidade ao aparelho visual e relaxa toda musculatura ocular. É excelente também para a mobilidade das vértebras cervicais e para relaxar toda a musculatura do pescoço. Fazer 10 rotações com os olhos abertos e dez rotações com os olhos fechados. Sempre respirando calmamente.

4º) Coloque-se de frente para sol, tampe um olho com a palma da mão e faça esse mesmo movimento de rotação (usando o sol á sua frente no lugar do dedo), sem NUNCA fixar o sol (exceto ao levantar ou ao deitar quando o disco do sol esta ainda visível). A luz do sol vai se espalhar no fundo do olho e estimular a retina todinha. Repetir com o outro olho e continuar durante dois minutos respirando calmamente.



5º) Depois deste exercício, tampe os dois olhos com as palmas da mão (conforme imagem abaixo) e deixá-los na escuridão total durante um ou dois minutos. O "palming" é sempre bom para o olho e nunca pode ser demais. É aconselhável fazer uns dez minutos de "palming" por dia.
Se não tiver sol, você pode fazer o mesmo exercício na frente de uma lâmpada com incandescência bem forte (150 watts). Fazer o "palming" indicado. A lâmpada será colocada a uns 50 centímetros do rosto. Não tem uma intensidade para as mãos no palming. As mãos ficam com duas cúpulas, sem pressionar os olhos, e so fazer uma 'câmara preta' para deixar o olho no escuro. É a duração que faz a eficiência, porque esse momento é de grande relaxamento dos olhos = relaxamento muscular e mental. Os pensamentos diminuem quando os olhos estão no escuro e conseguimos ao mesmo tempo imaginar o preto.



6º) A luz é amiga do olho. Evite sempre que puder os óculos de sol, exceto com prescrição do seu médico, em caso de doenças oculares ou em lugares onde a reflexão da luz seja alta como na neve, na água, em alto mar, etc.É tudo o que precisamos para deixar nossa mente tranqüila e apta a fazer a nossa intuição aflorar.

Nicole Witek

Benefícios da yoga na terceira idade.



Por que não se fala de yoga para a terceira idade?
Como evitar as quedas?


Aqui está uma lista breve:
- trabalhando a visão e os olhos

- treinando o equilíbrio
- exercitando as articulações dos pés, joelhos e coxa com quadril
- mantendo a coluna vertebral sadia e com flexibilidade.

Dentro das técnicas de yoga tem exercícios fáceis, tranqüilos e gostosos que vão melhorar a cada dia o conforto dos praticantes.
Os exercícios para os olhos ajudam a manter a boa saúde da retina e das outras partes do olho, permitindo assim uma boa acomodação do olhar para enxergar os degraus, as mudanças na altura do chão e para pisar firmemente.
O pé é a base de uma boa estática.

O yoga propõe exercícios que dão flexibilidade aos dedos dos pés, fortalecendo, ao mesmo tempo o arco do pé para uma boa sustentação.
De baixo para cima, a partir do pé, reequilibramos as forças dos músculos, mantendo os joelhos numa posição correta. Esse equilíbrio justo da perna permite o nivelamento da bacia e o trabalho preciso da articulação da coxa com a bacia.
De cima para baixo, o yoga se concentra na flexibilidade da coluna vertebral: da região da nuca até o cóccix.

A musculatura profunda da coluna vertebral, muitas vezes fica dura e 'congelada' de tal forma que o eixo de gravidade se encontra modificado, favorecendo as caídas para frente.
O yoga favorece altamente essa flexibilidade e é imprescindível para se ter mais conforto na vida. Uma coluna vertebral macia, elástica é a garantia de uma boa posição que, além de prevenir as quedas, dá mobilidade e juventude.
Aqui estão uns pontos para facilitar o equilíbrio e prevenir assim os tombos que poderiam levar a pessoa a sofrer um acidente.

Essas razões já seriam suficientes para iniciar a prática do yoga.
E, além destes motivos, existem muitos outros para se fazer yoga na terceira idade!

Quem pratica de maneira regular verá os distúrbios leves aos poucos desaparecer (digestão melhor, sono mais tranqüilo, dores musculares aliviadas...) ao mesmo tempo em que serão exercitadas a concentração e a memória.
O yoga, ainda mais, tem uma dimensão além do superficial. O yoga aproxima cada um - aos poucos - do seu verdadeiro ser.

A prática do yoga não entra em conflito com os sentimentos religiosos, pelo contrário. A cada aula o corpo se torna um espaço mais sagrado onde a vida se manifesta.
Não tem nada mais lindo que um corpo que funciona bem, que responde ao comando, que favorece a dignidade e a autonomia e revela suas aptidões pessoais.

Entrar na terceira idade não quer dizer 'ficar doente'. Podemos ganhar anos, maturidade, sabedoria e experiência de vida, com saúde, bem-estar e equilíbrio - externo e interno.
Com certeza, o yoga é uma ferramenta fantástica para manter o equilíbrio no espaço, ajudar as seguradoras a reduzir os custos, mas o yoga vai muito além disso... você não acha?
Não tem idade para praticar yoga.

Nunca é tarde para começar!







10 procedimentos fáceis para eliminar dores nas costas !

1ª) Aos primeiros sinais de dor, tomaria um banho bem quente, gostoso, com música, luzes agradáveis, demorado. E se não tiver banheira iria debaixo do chuveiro e ficaria um bom tempo, deixando minha mente vagar sobre assuntos agradáveis, emoções gostosas. Aproveitaria esse momento para esticar cada parte do corpo, de maneira bem simples, porém lentamente: pés, tornozelos... pernas... Alongando as costas, elevando os braços, esticando o corpo todinho. 

2ª) Secaria meu corpo e deitaria no chão. Ao meu alcance teria um travesseiro, um cobertor e uma manta.




3ª) Colocaria, um depois do outro, os joelhos em direção ao peito, uma mão em cada joelho. O meu queixo estaria em direção ao peito e os cotovelos afastados para os lados. Eu ficaria assim três minutos no mínimo. Sem movimento nenhum, exceto a respiração. Só.




4ª) Depois, colocaria com movimentos lentos, sem perder a concentração, o travesseiro debaixo da cabeça, o cobertor enrolado debaixo dos joelhos, a manta para me cobrir para que o calor do banho continuasse impregnando cada músculo do meu corpo.


5ª) Começaria por sentir as grandes massas musculares ao longo da coluna vertebral, e o contato com o chão. Tentaria imaginar que esses músculos estariam se tornando uma massa mole, quente, onde cada fibra muscular seria capaz de "suspirar" com cada uma de minhas expirações. Cada vez que o ar saisse dos meus pulmões, eu ampliaria a sensação de derreter no chão...
6ª) Ao mesmo tempo eu aproveitaria para "expirar" todas as preocupações do dia, citando cada uma : "minha raiva por não ter expressado meu verdadeiro ponto de vista durante essa última reunião, minha decepção por não estar em casa agora, o sentimento de culpa em relação ao meu filho por não estar com ele nesse momento, o cansaço físico, a reunião de amanhã. Estou pronta? Que roupa vou vestir para o jantar com minha equipe?" Enfim, nesse momento, eu posso "afastar" para longe de mim, na imaginação todos os motivos para ficar estressada.




7ª) Quando eu tiver esgotado todos esses motivos, essas razões que permitiram que o estresse se alojasse nas minhas células, passarei a sentir a musculatura profunda da minha coluna vertebral. Para conseguir isso, sentirei o movimento que minha respiração provoca na musculatura profunda, que liga uma vértebra a outra, falando direitamente para esses músculos.
- Na inspiração: "por favor, meus músculos, alonguem-se, estirem-se, liberem-se de suas contrações...
- Na expiração: "por favor, meus músculos, abandonem as tensões, aproveitem esse momento para relaaaaaxaaaaaaaarrrr..."
8ª) Minha respiração será ampla e gostosa, libertadora, gostosa.
9ª) Usaria minha imaginação ao máximo durante alguns minutos, levando toda minha atenção, com carinho, para meu corpo, sem perder o movimento da respiração... O tempo todo.
10ª) Quando sinto que perco interesse, antes de voltar para minhas atividades, será IMPRESCINDÍVEL despertar em mim uma emoção de gratidão, para com cada uma de minhas células, cada uma de minhas fibras musculares, agradecendo-as por estar aqui e agora, viva, habitada por um desejo de felicidade.
Qualquer que seja essa felicidade: desejo de viver, de apertar meus filhos nos meus braços, de crescer na empresa, de participar de um projeto com minha equipe, o final de semana na praia... A emoção será essa do prazer de viver, para que cada parte do meu corpo seja impregnada de substâncias do " meu cérebro liquido" que favorecem bem-estar, equilíbrio e saúde.
Nós temos à nossa disposição esses recursos. Todos os outros: comprimidos e remédios para inflamações e dores ajudam somente para o alívio imediato, na hora, mas não são suficientes para liberar você do que realmente causou as dores.
Entenda a importância dessas praticas!
Entenda também como o estresse gera essas dores.
A fisioterapia, as massagens, a acupuntura fazem bem para o corpo e para a alma e também podem ser aliadas nestes momentos, mas além desses recursos, entenda como funciona o seu ser profundo, porque é a inteligência profunda do corpo está por trás desses mecanismos de proteção da nossa vida. E é principalmente através do relaxamento que podemos encorajar essas forças a fluírem.
O que mais pode ser feito?
Pensar em praticar mais atividade física, pensar em fazer mais pausas durante o expediente, em cuidar melhor do seu corpo, dos seus pensamentos e das suas emoções.
Pensar em se aproximar cada vez mais perto do que você é verdadeiramente e colocar na sua lista de resoluções para esse mês: praticar yoga!!




Como envelhecer em harmonia com seu corpo

Quem envelhece de uma maneira equilibrada,tem uma personalidade característica.

Quem é essa pessoa que consegue envelhecer harmoniosamente?
- Essa pessoa se sente responsável pelo seu envelhecimento;
- Sabe se adaptar às mudanças;
- Tem bons relacionamentos com os outros;
- Sabe dar um sentido à vida;
- Sabe ficar com um astral bom em todas as circunstâncias;
- Fica otimista, alegre, curioso para a vida;
- Tem uma personalidade forte e positiva.

Para avançar na linha do tempo com boa saúde, precisamos preencher nosso papel: aconselhar as novas gerações, que, mergulhadas na ação, não têm essa distância para avaliar os eventos de maneira objetiva.
Refletir com os jovens, preparar o futuro com eles e orientar certas decisões políticas, pode ser um sonho ao nosso alcance. É a primeira vez na história humana que uma geração inteira vai acumular experiência e passar para frente.
Antigamente morria-se de maneira prematura (guerra, epidemias).
As gerações anteriores não tiveram tempo para passar suas experiências para as novas gerações. Esse tempo prolongado em relação às gerações anteriores, essa longevidade, permite a implementação de projetos, a visão a longo prazo, a reflexão em grupo, a transmissão de valores novos, de inovações humanistas para inventar um futuro adequado ao planeta: novas maneiras de viver juntos, novas maneiras de evitar a dependência, novas maneiras de nos ligarmos uns aos outros com uma espiritualidade laica.
Um envelhecimento com sucesso, uma maturidade harmoniosa se prepara.
Nosso olhar sobre a terceira idade mudou, uma longevidade tão grande necessita de reflexões de vários tipos.
É necessário levar em conta contingências e libertação. Novos dados estão a cada dia modificando nossos padrões, permitindo uma revisão constante de nossos preconceitos e conceitos. Felizmente!
Mesmo que se percam certas capacidades, outras as substituem, novos direitos, novos papéis. Como as interdições psicológicas estão sumindo, existe a possibilidade do não fazer nada ou de acompanhar o tempo da maneira que quisermos. Isso é a verdadeira conquista da liberdade, do envelhecimento feliz.
Para se manter em boa forma, é mais fácil evitar o declínio do corpo do que o consertar. Mesmo que a cirurgia esteja muito avançada, é mais importante se manter em boa forma.
Enfim, assistimos a uma verdadeira transformação da demografia: a humanidade toma posse dela mesma, em todos os continentes. Ela quer dominar seu destino. Não existe mais a tradição religiosa como única estrutura da sociedade.
Nessa geração, ninguém se acha mais “mandado” por forças externas e divinas. Existe uma metamorfose do ser humano, uma nova geração que busca comunicação, felicidade e não aceita passivamente o peso da velhice e da solidão. Tem tudo para compartilhar com as novas gerações, com entusiasmo e amor.
Novas perspectivas que permitem o tear de relações pessoais, relações transcontinentais e transpessoais estão aparecendo.
É um futuro lindo que estamos preparando.